POR CONTA DE IRÃ E VENEZUELA, BARRIL DO PETRÓLEO ESTÁ NA MÁXIMA DE TRÊS ANOS

“Esse movimento, dentro de uma trajetória que fez o petróleo subir quase 15% desde o início do ano, deve tornar a discussão em torno dos reajustes de combustíveis no Brasil ainda mais calorosa”, explica Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos.

Preocupações em relação à situação da Venezuela e do Irã fizeram o petróleo do tipo WTI bater a máxima de três anos e meio, cotado a US$ 72,70.  Esse tema é suficientemente explosivo para detonar, ao menos no curtíssimo prazo, uma crise de confiança em relação à Petrobrás. Foi justamente a mudança na política de preços, produzida na gestão de Pedro Parente, que levou o mercado a cortar fortemente o desconto sobre o preço da petroleira. Com a ameaça de retorno ao regime de controle de preços, muito ativo nas gestões anteriores, o mercado considera que as margens da empresa podem ficar ameaçada, já que a tendência de alta nos preços internacionais do petróleo e do dólar em relação ao real continua firme.

Além do aumento da intervenção do BC nos swaps e da possibilidade de intervenção conjunta do Tesouro no mercado, anunciada pelo ministro da Fazenda, ajudou na contenção da alta do dólar a parada internacional da moeda. O dólar começou a semana desacelerando e teve queda em relação à maioria das moedas chave. O euro está sendo negociado a US$ 1,1805, contra a mínima de US$ 1,1713. No exterior, os mercados acionários estão em alta, com destaque para o recorde histórico do FTSE londrino, que atingiu 7.870 pontos. “A trégua do governo Trump em relação à guerra comercial com a China faz o pano de fundo de curto prazo para o otimismo global.  As mineradoras, siderúrgicas e petroleiras estão em recuperação e o mercado aliviou as taxas mais longas, após alguma resistência na abertura. Essa queda esteve em linha com o recuo do dólar e poderá ser ratificada com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) e com o indicador de expectativa de inflação dos consumidores da Fundação Getúlio Vargas (FGV)”, explica Pedro Paulo Silveira, Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos.

“O mercado terá que avaliar o balanço entre a situação atual da inflação, fortemente influenciada pelo elevado nível de ociosidade da economia, e as expectativas em torno dos choques dos preços do petróleo e da alta do dólar sobre a economia. Esses dois vetores são poderosos e continuarão a determinar a tendência do IPCA nas próximas semanas. Por outro lado, os juros longos ainda vão precificar os riscos inerentes à reversão dos fluxos para emergentes e do processo eleitoral brasileiro. No curto prazo, o mercado ganhou fôlego, tanto no exterior como no Brasil. No médio prazo, porém, tudo indica, a correção apenas começou”, finaliza Pedro Paulo Silveira.

Sobre a Nova Futura Investimentos

Sócia-fundadora da BM&BOVESPA, a Nova Futura Investimentos, corretora instituída no ano de 1983, atua nos mercados de commodities, renda fixa, renda variável e seguros. Com uma presença nacional de destaque, a instituição financeira conta com 14 escritórios espalhados por diversas cidades do país.

Em março de 2016, começou seu plano agressivo de expansão para o segmento de varejo, mercado no qual ainda não atuava e, recentemente, assumiu os clientes da parceira PAX, do Grupo Pague Menos, ampliando sua carteira para 9.000 clientes.

 

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