GREVE COMPROVA QUE BRASILEIRO SEMPRE INVESTE NA HORA ERRADA E PERDE DINHEIRO

“A regra mais básica da economia é comprar na baixar e vender na alta, mas não é isso que ocorre. A febre do Bitcoin no final de 2017 foi mais uma prova disso”, explica Daniela Casabona, Assessora de Investimentos da FB Wealth

O comportamento do brasileiro antes de investir segue sempre o mesmo padrão. Comprar aquele ativo está no pico de valorização, assistir o mesmo entrar em queda, desesperar-se e então toma a atitude de “se livrar” do que estaria causando prejuízo. Foi com esta fórmula que muitos investiram em imóveis em entre 2013 e 2014. Após sucessivas notícias de valorização criou-se a atmosfera de que a subida não teria fim. Porém, aqueles que compraram perto do top puderam assistir os imóveis perdendo valor e sem conseguir compradores para se desfazer. Muitos, nem mesmo conseguiam alugar e precisaram arcar com os custos de condomínio e IPTU. “Enquanto o brasileiro não entender que precisa de planejamento na sua vida financeira e tentar sempre acertar o investimento da moda como se fosse um jogo, ele quase sempre perderá dinheiro”, afirma Daniela Casabona, Assessora de Investimentos da FB Wealth, empresa especializada em planejamento patrimonial.

A regra mais básica da economia é comprar na baixa e vender na alta, mas não é isso que ocorre. A febre do Bitcoin no final de 2017 foi mais uma prova disso. Desde o taxista até o vendedor de loja só se falava na criptomoeda como forma de ganhar dinheiro fácil.  “Parecia que quem não estivesse investindo era “burro” e estava perdendo uma grande oportunidade. Pessoas colocaram grande parte de suas economias em algo que nem se quer entediam exatamente o que era. No começo de 2018, apenas alguns meses depois, houve uma forte desvalorização e alguns investidores viram seu patrimônio ser reduzido para menos da metade”, revela Casabona.

A especialista cita ainda outro exemplo. Em 2007 a bolsa de valores era a notícia do momento. Muitos então correram para aproveitar aquele momento. “Mais uma vez, pessoas que não entendiam absolutamente nada do mercado de ações se aventuraram na expectativa do dinheiro fácil. Compraram ações aleatoriamente, sem embasamento nenhum. Não existe dinheiro fácil. O que existe é planejamento a médio e longo prazos para rentabilizar de forma correta, de modo que o dinheiro não desvalorize perante a inflação pessoal, pois não importa a inflação medida pelo governo. Importa apenas o quanto o custo de vida de cada pessoa sobe. Quando alguém precisa de ajuda para um problema de saúde alguns procuram um médico e outros se automedicam. Não é preciso ser inteligente para sabermos que tem maiores chances de êxito. No planejamento financeiro é igual. Alguns têm especialistas auxiliando na tomada de decisão e fazendo uma planejamento para no mínimo 5 anos e outros tentam acertar a bola da vez. Além do expertise, o profissional não leva em conta os fatores emocionais. Não importa o que está ocorrendo naquele momento com o dólar, com a bolsa ou com o país. O que importa é o objetivo que foi traçado, levando em contato a idade, estilo de vida, propensão ao risco, necessidade de recursos com urgência e muitos outros fatores”, finaliza Daniela Casabona.

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