Doação voluntária de sangue mobiliza cerca de cem alunos do esporte de Mauá

Uma oportunidade de ajudar o próximo”, foi assim que Ana Rosa Vieira, 30 anos, resumiu sua participação na ação voluntária de doação de sangue, realizada na manhã desta quarta-feira (01) pela Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer de Mauá. A iniciativa reuniu 88 alunos de ginástica, body combat e hidroginástica dos espaços esportivos da cidade, que logo cedo, se concentraram no Ginásio Poliesportivo Celso Daniel rumo ao Hemocentro do Hospital Mário Covas, em Santo André.

Para Roberta Valério Barão da Silva, 37 anos, a ação despertou o interesse em outras causas. “Sempre quis doar e a partir de agora serei doadora permanente. Inclusive vou buscar informações para ser doadora de médula óssea também”, afirmou a aluna de body combat do CEU das Artes e dos Esportes.

Enquanto para muitos essa era a primeira doação de sangue, outros já se sentiam mais a vontade com as agulhas e o procedimento de coleta. Foi o caso de Elaine Cristina da Silva Santos, 39 anos. “A primeira vez que doei foi para minha vó e continuo doando sempre que posso. Já estava me programando para vir aqui quando recebi o convite da professora Cláudia e aproveitei a carona”, contou.

Antes da saída do grupo, o prefeito Donisete Braga esteve no local para cumprimentar os doadores. “Quero parabenizar todos vocês por essa iniciativa. Sabemos o quanto esse gesto simples é fundamental para salvar vidas”, disse.

A ação, inédita no município, foi proposta pelos próprios alunos e professores da coordenadoria de esportes que viram no gesto uma oportunidade de promover a solidariedade e salvar vidas. “Tivemos a ideia depois de uma conversa com uma das alunas, a Gisele, que é enfermeira e nos relatou a falta de doadores de sangue, especialmente no inverno”, contou a professora de ginástica Cláudia Saranti, uma das responsáveis pela mobilização dos alunos.

Cláudia disse ainda que a proposta é colocar o ato no calendário oficial da cidade e ampliar a ação para os demais departamentos e secretarias da Prefeitura. “É importante conscientizar a todos sobre a doação de sangue, acredito que podemos conquistar a adesão de mais pessoas”, ressaltou Cláudia.

O Hemocentro do Hospital Mário Covas atende por dia até 100 doações. Com a iniciativa dos alunos, o banco de sangue praticamente atingirá sua capacidade diária. Vale lembrar que no último dia 14/06, foi comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

Doações em Baixa – Os quatro postos de coleta do Grande ABC ligados ao Hospital Estadual Mário Covas e administrados pela Colsan (Associação Beneficente de Coleta de Sangue) estão com o estoque abaixo da meta. “O ideal é recebermos uma média de 6500 doadores por mês nos quatro pontos, porém ficamos sempre abaixo, entre 4800 e 5000 doadores”, explicou Solange Rios, gerente administrativa da associação. Após a coleta, o sangue é distribuído entre nove hospitais da região e dois da Baixada Santista.

Um único doador de sangue pode salvar até quatro vidas. Isso porque o sangue é dividido em quatro hemocomponentes – concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma e fator 8 – cada um desses hemocomponentes é destinado a um paciente, ou seja, pessoas em tratamento contra leucemia, transplantados e acidentados, por exemplo, podem se beneficiar em conjunto de apenas uma única doação.

Para ser um doador é muito simples. Qualquer pessoa acima de 16 anos, que pese mais de 50 quilos e esteja em boas condições de saúde pode doar sangue. Os homens podem doar a cada 60 dias e as mulheres a cada 90 dias. A única exigência para ser doador é levar um documento oficial com foto e ter se alimentado antes. Pessoas que fizeram tatuagem a menos de um ano não podem doar.

O telefone do Hemocentro do Hospital Mário Covas para quem deseja obter mais informações é 2829-5162.

Fotos:  Evandro Oliveira 

 

 

 

 

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